Mulheres vítimas...

Mulheres vítimas...

Mulheres vítimas…
Não escrevo apenas sobre romantismo ou erotismo, até porque não sou feito apenas de carne, tenho um lado muito mais profundo e humano, a minha sensibilidade.
Quem me lê sabe o quanto sou um eterno apaixonado pela sua beleza feminina, pelos labirintos indesvendáveis da essência da sua alma. Uma das razões da minha escrita é enaltecer a mulher, de a venerar e sempre com respeito.
Há coisas que revoltam, que repugnam, que deixam a minha alma triste e comovida. Sou um homem de lágrimas, não tenho vergonha de o dizer, não choro por dores físicas, mas pelas dores dilacerantes que tenho no ego quando vejo as injustiças nos meus semelhantes.
Já escrevi muitos textos como alerta, sensibilização para o problema das vítimas de violência doméstica e infelizmente os números são dramáticos. Só em Portugal, até finais de novembro do ano passado, estavam contabilizadas 24 mulheres assassinadas às mãos sujas de morte dos valentões nojentos.
De pensar, sinto erupções na alma e do coração enegrecido brota sempre lágrimas de sangue.
A mulher não precisa de mendigar afetos, ela deve ser amada em todo o seu esplendor e a sua divindade deve ser imaculada.
Infelizmente, o mundo também tem cabrões machistas, trituradores da felicidade alheia, que vivem como ratazanas de esgoto a cortar as asas dos sonhos e deixam os desejos dos outros esfrangalhados.
A sociedade, essa carregada de hipocrisia, não denuncia “estes merdas” sem escrúpulos, esta cobardia escondida dentro de quatro paredes, mas cujos esgares dos gritos de sofrimento são muitas vezes audíveis.
Quando as desgraças acontecem, ficam todos consternados, colocam flores brancas no local do crime, fazem lutos em memória das vítimas, mas tudo dura apenas umas horas/dias. A falsidade tem um preço, que será pago sempre mais adiante, o destino esse bate à porta quando menos esperamos e costumo dizer: “Que Deus não dorme”.
Sei que não sou nada, apenas mais um num mundo onde existem 8,3 mil milhões de pessoas, mas se cada um de nós dermos as mãos e formos implacáveis contra este flagelo, com certeza daremos uma vida melhor aos nossos filhos e netos.
Que o espelho da morte, reflita apenas sombras a cores dos sorrisos de júbilo das mulheres e que fique cada vez mais embaciado sem reflexos das mulheres vítimas.

 
Respeita dos direitos de autor.

 

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