Mulher, sentimentos...

Mulher, sentimentos...

Não vou escrever mais um capítulo dum livro, nem fazer desabafos de entusiasmo, prefiro a sabedoria dos pensamentos e com a razão equilibrada subir as escadas dos sentimentos.
Também não serei o poeta legítimo para falar de ti, mas sinto que tenho em mim o juízo dos silêncios para criar diálogos poéticos e dessa forma elevar o teu nome bem alto.
Não quero a solidão da gaiola, prefiro a imaginação do pássaro voador e no convés das comoções da alma, deslaçar o que sinto em ti.
Prefiro escrever, não ando à pesca de corações, mas luto pela batalha da verdade e, portanto, enfrento todos os dias o espelho da coragem em venerar-te a ti, Mulher.
És a superação, o orgulho, a sensibilidade da paixão e quando libertas sentimentos, são o encanto do talento. Moves-te como o vento desequilibrador, que com bravura, desafias tempestades, trovões e derrubas barreiras invisíveis. És fogo que arde e se vê, possuis a luminosidade cristalina e o perfume da razão. Sei que carregas em ti castelos de sonhos e fantasias, mas também destroços de dor. Os olhares falam, os lábios transportam a sensualidade, o que faz de ti o símbolo de todas as deusas. No íntimo, possuis a magia de um jogo de xadrez, jogado no labirinto sem fim e a palavra-chave do amor é: coração amado. Um vento de estrelas, um rasto de virtuosismo, um íntimo fervoroso, emoções à flor da pele, legitimidade dos desejos, laços de ternura, tudo em ti são montanhas de sensações. Criada da costela de Adão, criadora da natureza, embrião da vida, o espírito indomável, transmoves a essência e a adrenalina para ultrapassar obstáculos.
Eu, apenas escuto e tento sentir-te…
Encandeias os faróis do meu coração, mas insisto em perseguir as tuas pegadas, porque és a faísca que inflama a acendalha do amor e tudo em ti, Mulher, são sentimentos…

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