Vaidades humanas...
05 de November, 2025
O rei ainda vai nu, já o povo festeja de mãos vazias e descuidados com o que conquistaram, pretendem encontrar a futilidade.
Uma nova sociedade, onde os ecrãs das redes sociais não servem para enriquecer a nossa inteligência, muito menos a cultura geral, mas onde quase todos nos encontramos mergulhados nesse mundo de bolsos cheios de nada.
Surgem de todos os lados, como se fossem mendigos de afetos, num giratório de perfumarias douradas, a passearem na estrada da libertinagem como papeis voadores, fosse ela a passadeira do mérito e assim teriam os aplausos verdadeiros.
Tantos impulsos de riqueza, vestidos de pura seda, mas pés descalços, de fatos engomados, bem vincados e feitos pela fita métrica. Que engravatados janotas, ao lado das beldades, onde os miolos do ego são alimentados pelas carteiras dos créditos adquiridos.
Relatam experiências nas redes sociais, tudo pobrezas de histórias perdidas, com os cérebros espremidos, empobrecido e na incapacidade raciocinar o que conseguem produzir é estupidez franciscana.
Afirmam-se como desiguais, vivem na euforia da idiotice, pouco importa se conseguem descolorir os sorrisos dos outros, o importante é atracarem na sua baía de sonho e viverem de utopias estapafúrdias.
Apresentam-se como influencers, mas eles só existem porque infelizmente também há “idioters”…
A palavra “valores” hoje não tem o significado de outrora, para os piratas os valores são monetários, enquanto para os educados são padrões concebidos desde o berço.
Quando o mágico se deixa iludir pela sua magia, o palhaço pelo seu sorriso, os estilhaços das almas implodem com estrondo. São cada vez mais os energúmenos que vivem cheios de tiques constantes e a alimentarem-se apenas das decisões polémicas.
Ainda uso o espelho logo pela manhã, vejo nele o reflexo do meu envelhecimento, mas consigo sentir a chama interior bem acesa da minha índole humana.
Que me perdoem os macacos, sei que não me ouvem, muito menos sabem ler o que escrevo, mas os animais selvagens não vivem das vaidades humanas.
Respeita os direitos de autor.
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