Apaixonados...

Apaixonados...

Já nem me lembro do relógio do tempo, dos beijos desencontrados da solitude, mas sempre tive a consciência que não queria ficar só e talvez tenha sido o destino que me levou até ti, ou quiçá estavas mesmo destinada para mim.
Recordo o momento, era noite, soletrava às estrelas brilhantes o preciosismo das palavras clamorosas e do nada surgiste como um anjo caído do céu. Nesse instante, senti um arrepio, como se fosses o fio condutor da felicidade, o trovão que rasgou as nuvens e inundou o céu de luz. Rapidamente guardei a solidão na gaveta, abri as asas, voei até ti e ficamos viciados um no outro.
Agora, somos sangue do mesmo sangue, com olhares sedutores profundamente hipnotizantes, juntos temos a coragem de amar e acreditar na vida a dois até morrer.
Possuis uma beleza desmedida, uma sensualidade divina, com os lábios vermelhos que colecionam os meus beijos e nas loucuras de adolescentes a tua pele é o meu destino, onde o corpo infinito é uma extensão do pedaço de mim.
Os sinos do anjo do cupido, tocam tresloucadamente, venho perfumado, com um ramo de rosas vermelhas e uma garrafa de vidro. Tiro a rolha e ficamos pálidos, pasmados a ver sair pelo gargalo, corações com asas a voarem, abraçados a músicas românticas. Com a palavra “LOVE” no interior, levamos a garrafa como espólio e nela guardaremos religiosamente os segredos e as cópias das nossas almas gémeas.
Já choramos juntos, partilhamos as lágrimas como se fossem dores mútuas e contigo encostada ao meu peito, acabas sempre por dormir um soninho ao som das minhas palavras que tocam o ego.
Dia dos Namorados, é apenas mais um, nem precisamos de trincar a maça do desejo, porque vivemos afeiçoados no teatro dos sonhos. Somos dois fósforos, com as chamas acesas a libertarem os enigmas por desvendar e com várias explosões de amor, recriamos vulcões em erupção.
Com os ouvidos de moucos para o mundo, apenas abertos para os nossos murmúrios de ternura e com a bagagem carregada de paixão, entramos no comboio das viagens amorosas, com vontade de dançarmos a dança dos cisnes.
Pendurados de cabeça para baixo numa montanha-russa, com pretensões de jogarmos à arte de aprender amar, esgotamos o dia na noite para amarmos perdidamente, porque continuamos verdadeiramente apaixonados.
E tu também estás apaixonada(o)?
 
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