Tentações perversas...

Tentações perversas...

Sempre foste pura adrenalina e tudo serve de estímulo para obsessões desmedidas.
Ora usas as vestes de santinha, como despes o Satanás com um simples olhar de assédio duma put@ vadia.
Estavas sequiosa de aventuras do Criador, com a carne aclamar o inevitável e sabes perfeitamente que só a tua presença faz despertar o meu lado erótico.
As férias foram longas e nem por isso deixaste de esperar todas estas semanas, deitada como um sem abrigo na minha porta de casa.
O teu olhar é uma fogueira em chamas num forno de pólvora e a tua saliva transporta o veneno, que num beijo invade toda a minha cavidade, bocal.
Confesso que senti a tua ausência durante este longo repouso, mas sempre que penso em ti, fico a tourear os diabos que desejam espicaçar-me.
Viciada em estoicismos na cama, nem dás tempo com as tuas infâmias profecias, entras num carrossel sem travões, num galope ruidoso e tocas músicas para os demónios, enquanto fazes de mim o maestro numa orquestra de condenados.
Envenenado, cego pelo pecado, enceno no cérebro cenas maquiavélicas e transformo-me no animal que ambicionas, no meliante sem escrúpulos na devassidão do teu corpo.
As mamadas feitas pela tua boca, são canções para embalar o tesão, a lascívia da sensualidade corporal, são escárnios para submissões sem perdão.
Numa oferta vadia, abres as pernas, escancaras a vagina irreplegível e ordenas penetrações desgovernadas, enquanto gritas loucamente, suplicando sempre por mais.
Os teus gemidos tresloucados, são o rastilho que faz despoletar a bomba animalesca, do cão sexual que habita em mim.
Nem o diabo queria o inferno porque já tinha problemas que cheguem e com esta fornicação masoquista, o diabo segue o que sente e vai viver para o inferno.
Obcecado, embriagado pelos teus intensos orgasmos que afogam o pénis, fico mais insaciável que o próprio Belzebu.
Viro-te de quatro, agarro-te bruscamente pelos longos cabelos e nem dou tempo a dizeres: por favor castiga-me o cú. Com as mãos a imporem vermelhões traçados nas nádegas, pelas estridentes palmadas, subjugo o esfíncter a estocadas caóticas.
Com o sexo cavernoso a arrombar o rabo, os gritos são poesias eróticas para os santos e furibundo acabo por vir-me dentro dele, libertando o sémen em labaredas.
Arranhados, transpirados,  de olhares revirados em branco, o veneno tóxico continua a galopar nas veias e alucinados persistimos nas tentações perversas.
 
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